|
O MSX apareceu no Brasil em 1985, fabricado pela Gradiente e pela Sharp. Fez um tremendo sucesso, sendo um dos micros mais populares na história da informatica tupiniquim. Assim que foi lançada a primeira versão no Brasil, já chegava nas lojas japonesas a versão 2.0 com muito mais recursos. Por aqui a versão MSX 2.0 nunca foi produzida pelos grandes fabricantes. A solução foi a instalação de kits de upgrade para 2.0 nos micros existentes. Logo após chegou ao Japão a versão MSX 2.0+ com maior capacidade gráfica, esta também foi vendida no Brasil na forma de kits de upgrade.
Os micros da família MSX eram originalmente de 8 bits até a chegada da ultima geração, conhecida como MSX TURBO R de 16 bits que não vingou o sucesso dos seus irmãos mais velhos. Infelizmente, o padrão MSX parou de ser produzido oficialmente entre 1994 e 1995.
CURIOSIDADES:
Os 5 ultimos programas oficiais desenvolvidos para o MSX no Japão foram:
1. SYNTH SAURUS VER 3.0 (MSX2) Ferramenta musical - 15 de Maio de 1993
2. GRAPH SAURUS UTILITY (MSX2) Editor Gráfico - 16 de Julho de 1993
3. MSX TRAIN 2 (MSX2) Revista em Disquete - 3 de Setembro de 1993
4. RONA (MSX2) Jogo de shooting'up - Fevereiro de 1994
5. SUPER PINK SOX 3 (MSX2) Revista em Disquete - Março de 1994
O último jogo da Konami (softhouse mais famosa) foi a esperada seqüência METAL GEAR 2 SOLID SNAKE para MSX2+ lançada em 20 de Julho de 1990
Vários outros projetos de jogos foram cancelados, entre eles uma versão do famoso SIM CITY com 80% já concluído para MSX2+ em janeiro de 1993.
No Brasil o padrão MSX gerou uma multidão de fãs, chegando a ser vendida mais 300.000 máquinas, mas aqueles tempos (década de 80) eram da lei da Reserva de Mercado que "protegia" os fabricantes nacionais, impedindo que as últimas novidades do mercado externo chegassem. Assim, ficávamos com um pequeno acervo de programas legalizados, o que incentivava a PIRATARIA de software no Brasil. Com isto, recebíamos TODOS os lançamentos em disquetes e fitas cassetes piratas, sem ter acesso as versões originais, com manuais coloridos e embalagens bem produzidas.
S em querer fazer injustiça, vale lembrar que o Brasil sempre foi privilegiado pela produção de software nacional de grande qualidade. Apesar dos importados serem piratas, tínhamos um grande acervo de programas comerciais made in Brazil como Amazonia, Aquarela, Zapper, Lenda da Gávea, Serra Pelada, Gradius, entre tantos outros legais que concorriam de igual para igual com o mercado europeu e asiático.
|